Dois anos e passaram desde que uma empresa estrangeira iniciou a sua polêmica atividade no Brasil, inicialmente no Rio de Janeiro. Em apenas dois anos de atuação na mediação do mercado de transporte individual privado de passageiros deixaram todos os atores desse segmento perplexos. Após 75 anos de atividades fortemente regulamentadas, inicialmente pelo Código Nacional de Transito, de 1941, e atualmente pelo Código Brasileiro de Transito, de 1997, os taxistas, dirigentes de cooperativas e sindicatos, passaram a acreditar que sua atividade estaria permanentemente protegida das ameaças da competição. Ainda hoje, existem membros do segmento dessa atividade regulada pelo poder público municipal, que ainda acreditam que a solução dos seus problemas virá através da improvável proibição do exercício dessa atividade inicialmente vista como ilegal. Hoje, várias empresas provedoras de tecnologia que iniciaram suas atividades ligadas ao serviço público regular, estão migrando para a modalidade do serviço privado, abandonando a pública e agravando ainda mais o desequilíbrio.

Muito se tem discutido sobre os instrumentos legais que regem o serviço de táxis no Brasil, mas além de conhecer o atual código vigente, é importante conhecer a história da sua evolução através dos últimos 75 anos, desde que se mencionou pela primeira vez a categoria de veículos de aluguel classificados como táxi, devido ao uso de tarifadores denominados taxímetros.

Motoristas de táxi são profissionais autônomos desde sempre. Nos últimos 75 anos, seu ofício sempre foi o de conduzir pessoas com agilidade, economia, segurança e conforto. Nos dias atuais, para melhor cumprir sua função social, necessitam cada vez mais estar atualizados, utilizando as mais modernas soluções de suporte operacional e tecnológico dessa atividade. Otimizar a rotina de deslocamentos, oferecer maior disponibilidade e formas inovadoras de atendimento aos clientes são os principais desafios desse novo profissional.